Construída na década de 70 a BR-319 já permitiu a ligação por terra entre Porto Velho e Manaus. Oficialmente a estrada foi inaugurada em março de 1976, mas antes disso já era possível fazer a viagem, pois o DNER havia entregue a obra totalmente pavimentada desde 1973. Só que a falta de manutenção adequada foi deteriorando a estrada, a tal ponto, que hoje é impossível se chegar de outras regiões do país, por via rodoviária, em Manaus. Excetuando-se um trecho asfaltado de 180 km, entre Manaus e a cidade de Careiro, o restante da pavimentação e algumas pontes não existem mais.Isso afeta diretamente as comunidades locais que enfrentam dificuldades de escoamento de produção e de locomoção. O transporte pluvial na região também é precário.
Para reverter essa situação o Ministério dos Transportes iniciou, desde agosto do ano passado, obras de recuperação e pavimentação da rodovia. Em alguns trechos equipes do exército vêem trabalhando, mas as dificuldades são muitas e orgãos ligados ao meio ambiente e entidades de estudos sobre a Amazônia já defendem outras modalidades de transportes para substituir a rodovia. Uma das idéias propostas é a construção de uma ferrovia que ligaria Manaus à Porto Velho e possibilitaria o transporte da produção para o resto do país de uma forma mais econômica. Outros defendem maiores investimentos em hidrovias melhorando a infra-estrutura que já existe.
O assunto merece estudos sérios e desvinculados de paixões. Será que vale mesmo a pena investir tanto dinheiro na reconstrução e asfaltamento dessa estrada enquanto temos tantas outras em precárias condições? Será que alternativas mais baratas não vão ser mais interessantes para o desenvolvimento regional, uma vez que dificultarão a invasão de forasteiros e a agressão ao meio ambiente? Já não ficou provado, pela Transamazônica, que o solo da região exige muito mais gastos com manutenção, se comparado com outras regiões do país? O governo garantirá essa conservação?
Enfim, essas e outras questões merecem ser analisadas, para que daqui a trinta anos não estejamos novamente discutindo a reconstrução e pavimentação da BR-319.
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