Esta semana, a coluna Responsabilidade Social e Ética, do jornalista Engel Paschoal e com a colaboração de Lucila Cano, mostra o perigo das pessoas andarem sem cinto de segurança no banco de trás dos carros.
Na década de 80, uma campanha de propaganda nos EUA tinha como assinatura a frase "No elephants back" (literalmente, "sem elefantes atrás"). Na verdade, ela chamava a atenção para o perigo das pessoas não usarem cinto de segurança no banco de trás dos veículos.
Com o impacto de uma freada ou, pior, de um acidente, as pessoas são projetadas para frente, podendo provocar as piores conseqüências: acertar uma cabeçada em quem está na frente, que, no caso, fica entre dois fortíssimos impactos (o do obstáculo à frente e as pessoas de trás); ou ir direto contra o pára-brisa do carro, podendo inclusive ser arremessadas para fora do veículo, atravessando o vidro (aí são dois perigos a mais: rasgar a carne ao passar entre as farpas do pára-brisa e ir contra um obstáculo - em estrada, pode-se até despencar num buraco ou precipício).
No início de março, a revista médica brasileira "Clinics" publicou uma pesquisa feita a partir dos relatórios médicos com 56 pessoas que sofreram acidentes entre 2001 e 2006 e que foram atendidas no setor de emergências do Hospital das Clínicas, de São Paulo.
De acordo com a pesquisa, enquanto os motoristas acidentados sem cinto tinham, em média, 5,54 fraturas na face, os passageiros de trás apresentavam 7,23 pontos de fratura.
Apesar da multa, dos pontos na carteira e, principalmente, dos riscos à própria vida, há motoristas que não usam o cinto. Eles lançam mão de muitos estratagemas para "enganar" os guardas de trânsito e evitar a multa e os pontos perdidos. Um dos mais comuns é deixar o cinto transversalmente sobre o peito, mas solto.
No entanto, há muita gente trabalhando para evitar acidentes por falta de segurança no banco de trás. A Safe Kids, por exemplo, criada em 1987, nos EUA, pelo médico brasileiro Martin Eichelberger, e presente aqui desde 2001 como Criança Segura, é uma ONG que atua em todo o mundo para prevenir acidentes com crianças, com medidas como o uso de cadeirinhas de segurança, especialmente desenvolvidas e aprovadas para o transporte de crianças em veículos.
Você pode ler a coluna Responsabilidade Social e Ética no http://www.uol.com.br/ - com acesso livre, inclusive para quem não é assinante do UOL (clique primeiro em "Educação" e, depois, em "Pais e Professores" e veja a chamada na página).
Engel Paschoal é jornalista e dá cursos e palestras sobre Responsabilidade Social. É também autor do livro "A Trajetória de Octavio Frias de Oliveira" (Mega Brasil/2006 e Publifolha/2007).
A coluna Responsabilidade Social e Ética, do jornalista Engel Paschoal e com a colaboração de Lucila Cano, é patrocinada pela Servis, empresa de segurança, e publicada nos jornais A Crítica, de Manaus/AM; Diário do Povo, de Teresina/PI; Diário de Pernambuco, de Recife/PE; O Povo, de Fortaleza/CE; e O Imparcial, de São Luís/MA. Em Vitória/ES, é uma exclusividade do jornal A Tribuna e, no Rio de Janeiro, do Jornal do Commercio.
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