No início do século XX o atual estado do Acre era território da Bolívia e gerava um conflito entre o Brasil e o país vizinho, pois seringueiros brasileiros invadiram a região para se aproveitar dos altos preços que o látex vinha atingindo no mercado internacional. Depois de muita negociação o governo brasileiro, através do Barão do Rio Branco conseguiu um acordo, assinado em 17 de novembro de 1903, com a Bolívia para anexar a região às nossas fronteiras. Em troca, entre outras coisas, o Brasil pagou aos bolivianos a quantia de 2 milhões de libras esterlinas e construiu a estrada de ferro Madeira-Mamoré, que tinha como principal objetivo escoar a produção boliviana até o Rio Amazonas para que de lá pudesse ser transportada para o resto do mundo.
Uma outra cláusula desse acordo denominado Tratado de Petrópolis, pois foi assinado nessa cidade fluminense, previa a construção de uma ponte sobre o Rio Mamoré ligando os dois países. Durante mais de um século essa parte do acordo ficou pendente, mas a situação começa a ser resolvida pois o DNIT acaba de abrir licitação para a construção da obra que ligará a cidade de Guajará-Mirim em Rondônia à localidade boliviana de Guayaramerín.
A ponte terá 1200 metros em pista dupla e passagem para pedestres, a previsão é de que as obras iniciem-se no primeiro trimestre de 2010.
Foto: locomotiva da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré exposta em praça pública de Guajará-Mirim
Está prevista para julho a publicação de edital para a licitação das empresas que deverão operar as linhas de ônibus interestaduais a partir de 2010. Isso representa um avanço na concessão desse serviço público que até hoje funcionou da seguinte forma: as empresas solicitavam uma linha e, a mesma sendo aprovada, começavam a operá-la. Isso transformou-se quase que num monopólio onde só as grandes empresas operavam as linhas mais interessantes e lucrativas. Agora as chances serão iguais para todos e vencerá a empresa que apresentar a melhor proposta, inclusive de preço, o que pode reduzir as tarifas no próximo ano. Algumas linhas poderão ser operadas por mais de uma empresa, o que é bastante salutar pois vai patrocinar a concorrência entre elas, fato que normalmente favorece o usuário.
Segundo a ANTT as novas normas deverão modernizar o sistema e facilitar as fiscalizações o que deve representar, além de economia para os usuários, uma maior segurança. Vai ser uma grande alteração em um sistema que há anos funciona da mesma forma, mas torçamos para que dê certo e possibilite a melhoria desse importante meio de transporte utilizado por milhões de usuários anualmente.
Como acontece todos os anos nos meses de verão as praias do Brasil estão sendo invadidas pelos argentinos. A vinda dos nossos vizinhos do sul é muito importante, principalmente para a região sul, pois alavanca o turismo e aquece a economia local.
Apesar da simpatia e educação da grande maioria dos argentinos que nos visitam uma estatística lamentável ocorre todos os anos. É que, talvez acreditando na impunidade, muitos motorista daquele país desenvolvem excessiva velocidade em nossas estradas e muitos acidentes acontecem, quase sempre trágicos que deixam diversas vítimas e acabam por transformar o que deveria ser dias de lazer e divertimento em tragédia e luto.
Também pudera, nos últimos dias os radares da polícia rodoviária nas estradas mais utilizadas pelos portenhos, têm flagrado constantes abusos. Na última terça-feira, por exemplo, um Citröen Picasso foi fotografado a 184 km/h na BR-101, próximo a Tubarão. Mas esse não é o único caso, diversos outros já foram registrados.
Talvez esses motoristas não saibam que o Brasil e a Argentina contam com um acordo pelo qual as multas de trânsito emitidas em um dos paises é cobrada no outro. Também existe a possibilidade de, em se agilizando o processo, o infrator ter que pagar a multa na fronteira quando de sua saída do Brasil.
Os dois governos deveriam bolar campanhas educativas principalmente nessa época do ano.
Se a avidez do governo em arrecadar impostos fosse a mesma para utilizar os recursos disponíveis, certamente as condições das rodovias federais seriam muito melhores. O jornal "O Globo", em matéria assinada pela jornalista Leila Suwwan mostra que o governo gastou apenas 15,5% dos 3,3 bilhões de reais destinados a conservação e recuperação das estradas federais em 2008. Com certeza essa falta de investimentos contribuiu para a trágica estatística de 27 mortes por dia contabilizados na última quinzena do ano.
A reportagem mostra que estados importantes como o Rio de Janeiro, por exemplo, utilizou apenas 2% dos 88,7 milhões destinados ao estado. Minas Gerais, o estado recordista em mortes nas estradas federais, talvez porque conte com a maior malha, utilizou 9% da verba. Entendeu porque tem tanto buraco na BR-040, BR-116, BR-381, BR-494 entre tantas outras?
Claro que vão alegar que dependem de licitações, contratos, burocracias, etc. Mas há tanto tempo isso acontece e ninguém ainda conseguiu encontrar uma maneira de solucionar essas dificuldades? Os parlamentares que mudem as leis, ou o governo, pródigo em publicar decretos-leis, medidas provisórias, etc. que haja rapidamente para resolver essa situação, pois alguma medida tem que ser tomada.
A impressão que fica é que com a onda de privatizações de rodovias o governo largou, propositalmente, as estradas ao Deus dará, pois assim justifica-se mais facilmente transferir tudo para a iniciativa privada.
Quem nunca reduziu a velocidade ao passar por um radar e dirigiu acima do limite depois disso? Com certeza uma grande parte dos motoristas agem dessa forma. Justamente para coibir esse procedimento o governo federal deve apresentar projeto de lei que prevê o controle de velocidade através de trechos. Dessa forma é registrado quando um veículo passar pelo primeiro controle e calculado o tempo até chegar a um segundo, aferindo-se então a velocidade média para percorrer esse trecho. Hoje esse tipo de controle é proibido e para que possa ser implementado há necessidade de mudar-se a lei.A proposta não apresenta a maneira como se fará o controle, mas existem duas alternativas, uma que obrigaria a instalação de chips em toda a frota e o controle fosse feito através desses dados. A segunda alternativa seria adotar um tipo de radar diferenciado, que lê a placa do veículo, ao invés de simplesmente fotografá-lo.As opiniões são divergentes, há quem defenda o sistema pois acaba com a pratica comum citada acima e os que são contrários pois alegam que dessa forma o motorista possa vir a exceder a velocidade em certos trechos, até mais perigosos, e diminuir consideravelmente em outros. Há de se achar um consenso. O que não pode se negar é que está se buscando alternativas para que haja um controle maior sobre os excessos praticados por alguns.
Lembra até os filmes de faroeste quando as diligências eram abordadas pelos bandidos e, por isso, sempre um cowboy armado seguia junto ao cocheiro. Solução parecida, porém modernizada, está sendo implantada por algumas empresas de ônibus, principalmente do nordeste.
Para tentar evitar os constantes assaltos elas estão contratando escoltas armadas que seguem em um carro atrás dos ônibus o que torna a viagem mais tranquila para os passageiros e motoristas. Outra solução, bastante utilizada, principalmente à noite e em estradas de maior movimento,são as viagens em comboios nas quais extensas filas de ônibus e caminhões seguem se protegendo mutuamente. Junta-se a má conservação de grande parte da malha viária, que obriga a viagem a ser feita em velocidade reduzida, mais a falta de policiamento e está criada a condição ideal para que os "piratas do asfalto" cometam seus crimes. Todo cuidado é pouco, principalmente para quem não pode levar um cowboy armado ao seu lado.Imagem: http://www.cadytech.com/dumas/galerie.php
Um filão representado por 5800 quilômetros de rodovia atraiu 63 empresas que unidas formaram o Consórcio Parcerias Rodoviárias de Minas Gerais, reponsável por uma proposta apresentada ao governo do estado e que visa a concessão das rodovias.
Pela proposta essa malha rodoviária foi dividida em 17 lotes que abrangem 2200 quilômetros de estradas estaduais e 3600 de estradas federais que encontram-se em processo de estadualização. O documento define que a concessionária ficará responsável pela conservação e pelo atendimento aos usuários, como socorro mecânico, socorro médico, remoção de acidentados, etc. Em contra-partida serão intalados 91 pontos de cobrança de pedágios, com preços variando entre R$. 2,51 e R$. 3,69, que deverão ser atualizados à época do início da cobrança.
Segundo os empresários a privatização trará benefícios como: melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e bens; geração de aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos, solução de passivos ambientais existentes na faixa de domínio das rodovias, aumento da arrecadação estadual, maior segurança nas rodovias e incremento de indústrias e turismo.
O governo do estado prevê que em 60 dias deverá concluir a análise do documento e aprová-lo, reprová-lo ou segerir alterações.
Alguém tem dúvida do que deve acontecer?